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Eu já quase morri três vezes. Escrevi este livro para não morrer a quarta.

Uma memória crua sobre adicção, borderline, estupro, internação compulsória e a decisão mais difícil que já tomei: continuar viva.

 

Existe uma versão de mim que foi carregada pelos braços por dois homens grandes, de pijama, descalça, xingando a própria mãe enquanto era colocada numa maca dentro de uma ambulância.

Essa versão pesava 42 quilos.

Essa versão tinha acabado de sair de uma overdose.

Essa versão passou os cinco meses seguintes internada numa clínica de reabilitação.


O Último Tiro é o relato que eu nunca deveria ter sobrevivido para escrever.

É sobre transtorno de personalidade borderline — esse negócio que ninguém sabe explicar direito, que sente tudo de um jeito insuportável, que leva a comportamentos que você mesma não entende.

É sobre adicção. Sobre como comecei a fumar aos 11, experimentei maconha aos 13, e como em menos de uma semana de cocaína já era usuária compulsiva.

É sobre ser estuprada três vezes aos 23 anos e carregar essa raiva no corpo até o corpo travar — tendinites, bursites, crises que me deixavam sem andar.

É sobre quase morrer na Chapada dos Veadeiros com uma pedra no rosto, aceitar a morte por alguns instantes, e voltar.

É sobre querer morrer na frente dos meus estupradores por overdose, como ato final de vingança.

E é sobre o momento em que decidi — mesmo sem acreditar muito nisso — tentar de outro jeito.


Este livro não vai te poupar de nada.

Não tem redenção arrumada. Não tem lição de moral. Não tem final feliz embrulhado em laço.

Tem uma mulher que aprendeu a ser narradora da própria história — não só narrativa. Que decidiu que suas feridas são suas riquezas. Que enquanto souber colocar em palavras o que sente, não vai se calar.


Para quem é este livro:

Para quem já esteve num lugar tão escuro que não conseguia imaginar saída.

Para quem ama alguém que está nesse lugar agora.

Para quem tem diagnóstico de saúde mental e nunca se sentiu visto.

Para quem sobreviveu e ainda não sabe o que fazer com isso.

Para quem acha que histórias assim não existem — ou que não merecem ser contadas.


Para quem NÃO é:

Para quem quer um livro de autoajuda com fórmula. Para quem quer conforto fácil. Para quem não aguentar a verdade crua.


Sobre a autora

Olívia Stefanovits nasceu em São Paulo em 1993. É escritora, tem transtorno de personalidade borderline e é adicta em recuperação. Trabalhou com cinema. Sobreviveu a coisas que não deveriam ter acontecido. Escreve porque é o único jeito que encontrou de não se perder de si mesma.


Detalhes do livro

  • Livro físico, impresso
  • Editora Limiar, 2026
  • 256 páginas
  • Enviado pelos Correios após confirmação do pagamento

 

"A palavra é a força, é meu instrumento de guerra." — Olívia Stefanovits